Acreditem se quiser: o MPSC concluiu que o cão comunitário Orelha morreu por uma condição grave preexistente, e não pela suposta agressão dos “adolescentes de condomínio gourmet”.
No fim das contas, parece que no Brasil até cachorro precisa ter sobrenome importante pra conseguir justiça. Orelha era só um vira-lata comunitário sem CPF influente, sem família tradicional, sem advogado caro e sem foto em coluna social.
E assim segue o roteiro: indignação por alguns dias, nota oficial, conclusão conveniente e vida que segue para os “filhinhos de papai”.
Já o Orelha? Esse vira apenas estatística e lembrança triste de um país onde, muitas vezes, o peso do sobrenome vale mais que a própria verdade.
Infelizmente, bye bye, Orelha.
Márcio Tavares - Presidente PT Novo Horizonte-SP