Márcio Tavares - Presidente PT Novo Horizonte
10 de fevereiro de 1980. Colégio Sion, em São Paulo. Ali nascia o Partido dos Trabalhadores, fruto da coragem, da esperança e da luta do povo brasileiro por justiça social, democracia e dignidade.
Márcio Tavares - Presidente PT Novo Horizonte
10 de fevereiro de 1980. Colégio Sion, em São Paulo. Ali nascia o Partido dos Trabalhadores, fruto da coragem, da esperança e da luta do povo brasileiro por justiça social, democracia e dignidade.
Quero desejar toda felicidade à nossa deputada estadual Beth Sahão , que neste fim de semana celebrou sua união com a professora Fernanda Carlone. Um casamento homoafetivo vivido com amor, alegria e dignidade, que não é apenas um ato pessoal, mas também um gesto político potente.
Em tempos em que o preconceito ainda insiste em sobreviver, Beth e Fernanda quebram paradigmas, enfrentam estigmas e reafirmam que o amor não pede licença, não se esconde e não aceita retrocessos. Amar também é um ato de resistência.
Recebam os cumprimentos e o carinho de todos os companheiros e companheiras do PT de Novo Horizonte, com o desejo sincero de que a alegria, o respeito e a cumplicidade caminhem sempre ao lado de vocês. Que a felicidade reine, hoje e sempre.
E como já nos ensinou Milton Nascimento, em versos que atravessam gerações e consciências:
"Qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor vale amar."
Viva Beth!
Viva Fernanda!
Viva o amor, viva a liberdade, viva a diversidade!
Márcio Tavares é Assessor Parlamentar e Presidente do PT de Novo Horizonte
![]() |
| Camilo Cienfuegos e Ricardo Zarattini |
Por: Márcio Tavares, Presidente do PT de Novo Horizonte
O dia 6 de fevereiro marca o nascimento de dois personagens que, em contextos distintos, se tornaram símbolos de resistência política na América Latina.
Em 6 de fevereiro de 1932, nascia em Havana, capital de Cuba, Camilo Cienfuegos. Anos mais tarde, ao lado de Fidel Castro e Ernesto Che Guevara, Camilo se tornaria um dos principais rostos da Revolução Cubana. Conhecido por seu carisma, coragem e forte vínculo com o povo, Cienfuegos ocupou papel central na derrubada da ditadura de Fulgencio Batista e permanece, até hoje, como um dos ícones mais populares do processo revolucionário cubano.
Três anos depois, em 6 de fevereiro de 1935, nascia no Brasil Ricardo Zarattini. Sua trajetória política ganharia força décadas mais tarde, durante o período mais sombrio da história recente do país: a ditadura militar. Engajado na luta contra o regime autoritário, Zarattini integrou, em 1968, o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).
Preso três dias antes da decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), Zarattini foi submetido a torturas e permaneceu detido no Quartel Dias Cardoso, em Pernambuco. Durante o cárcere, estabeleceu vínculos com soldados do próprio quartel, passando a lecionar para eles — uma experiência singular em meio à repressão. Em 1969, conseguiu fugir com a ajuda desses militares. Escondeu-se em Pernambuco por cerca de um mês, com o apoio de Dom Hélder Câmara, e seguiu posteriormente para São Paulo, onde foi novamente preso pela Operação Bandeirante (Oban). Ali, sofreu 14 dias consecutivos de tortura.
Ainda em 1969, Zarattini foi libertado junto com outros 14 presos políticos, em troca do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, sequestrado por organizações da resistência armada.
Na década de 1980, com o processo de redemocratização, Ricardo Zarattini voltou a atuar de forma aberta na vida política, participando das lutas pelos direitos dos trabalhadores e colaborando como assessor na Assembleia Nacional Constituinte. Militante do Partido dos Trabalhadores (PT), candidatou-se à Câmara dos Deputados em 2002 e, em 2004, passou a exercer o mandato de deputado federal.
Em 2013, Zarattini foi oficialmente inocentado da acusação de envolvimento, ao lado de Ednaldo Miranda, na explosão de uma bomba no saguão do Aeroporto dos Guararapes, em Recife, ocorrida em 1966. A reparação foi possível graças a documentos dos próprios órgãos de segurança do Estado, apresentados pela Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Hélder Câmara, que comprovaram a falsidade da acusação.
Separados por fronteiras, mas unidos pelo compromisso com a transformação social, Camilo Cienfuegos e Ricardo Zarattini seguem presentes na memória histórica como símbolos de luta, resistência e enfrentamento às ditaduras.
| Ryan da Silva Andrade Santos |
Ryan estava no Morro São Bento, em Santos, em novembro de 2024. Não portava arma, não ameaçava ninguém, não corria brincava. Mas, ao que tudo indica, brincar virou sinônimo de perigo iminente. O tiro veio rápido, a justificativa veio depois, como sempre.
A pergunta é simples: como a morte de uma criança de 4 anos pode ser considerada legítima defesa? Defesa contra o quê? Contra a infância? Contra a pobreza? Contra o CEP errado?
E não, não se trata de “mais um caso isolado”. Casos isolados não se repetem com tanta frequência. Isso é padrão. É método. É a assinatura da polícia que mais mata no mundo, sempre muito eficiente em proteger a si mesma, mas incapaz de proteger quem deveria.
No fim, a criança morre, a farda é blindada e a palavra “justiça” segue sendo assassinada junto sem relatório, sem responsabilização e sem legítima defesa possível.
Maria Fernandes - Vice-Presidente PT Novo Horizonte-SP
Será que os defensores ferrenhos das escolas cívico-militares vereadores, prefeito, vice e cia matricularam seus filhos e netos na escola PTQ?
Ou será que eles seguem, muito confortáveis, matriculados no Sagrado, no Anglo e na Coopen?
Porque o discurso é bonito no palanque: “disciplina”, “ordem”, “modelo exemplar”.
Mas, curiosamente, esse “modelo” nunca chega à sala de aula dos filhos de quem decide.
Para o filho do trabalhador, a experiência.
Para os herdeiros do poder, a escolha.
Para uns, a escola que “dá certo”.
Para outros, a escola que garante o futuro.
No fim das contas, a dúvida permanece:
se a escola cívico-militar é tão boa assim… por que não é boa o suficiente para os filhos deles?
Lamentável e preocupante os rumos que a educação no estado de São Paulo está tomando sob o governo Tarcísio. O que se vende como “modernização” nada mais é do que um projeto claro de desmonte da educação pública, crítica e democrática.