terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

ESCOLA CÍVICO-MILITAR E O FIM DA EDUCAÇÃO

Lamentável e preocupante os rumos que a educação no estado de São Paulo está tomando sob o governo Tarcísio. O que se vende como “modernização” nada mais é do que um projeto claro de desmonte da educação pública, crítica e democrática.

Mais lamentável ainda é constatar que a escola PTQ, aqui em Novo Horizonte, passou a integrar esse mesmo pacote ideológico travestido de solução. Ontem, na sessão da Câmara, vereadores do partido do governador rasgaram elogios à implantação da escola cívico-militar no PTQ, como se disciplina se impusesse com farda e hierarquia, e não com investimento, valorização de professores e estrutura adequada.
A pergunta que fica é simples e incômoda: onde, de fato, o modelo de escola cívico-militar deu certo? Onde ele melhorou índices sem excluir, sem silenciar, sem transformar educação em adestramento?
O discurso é sempre o mesmo: combater uma suposta “doutrinação de esquerda” nas escolas. Mas curiosamente, nunca apresentam provas.
O que existe, na prática, é o medo do pensamento crítico, da pluralidade de ideias e da formação de cidadãos conscientes. Chamam de doutrinação aquilo que ensina o aluno a pensar, questionar e compreender a realidade em que vive.
Educação não se faz com ordem unida, nem com militar dentro de sala de aula. Educação se faz com livro, professor valorizado, diálogo, ciência e liberdade. O que está em curso não é um avanço é um retrocesso.
E Novo Horizonte, infelizmente, está sendo arrastada junto nesse projeto que empobrece a escola pública e enfraquece o futuro.
Márcio Tavares - Presidente PT Novo Horizonte-SP

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

60º Aniversário do Companheiro Ideval



Hoje, quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, se ainda estivesse entre nós, meu amigo e companheiro Ideval Rogério Cardoso, o nosso eterno "Ideval do Sinserp", estaria comemorando mais um ano de vida.

Infelizmente, Ideval se foi cedo demais.
Foi arrancado de nós, assim como milhares e milhares de brasileiras e brasileiros, vítima da COVID-19 e da omissão criminosa do governo do hoje presidiário Jair Bolsonaro. Uma ausência que dói, que revolta, mas que também nos obriga a não esquecer. Ideval foi companheiro de todas as horas.
Presença firme e luta incansável daqueles que não viram as costas quando a caminhada ficava pesada. Sua memória segue viva na saudade, nas lembranças e na luta de quem teve o privilégio de caminhar ao seu lado.
Descansa em paz, companheiro.
Aqui seguimos, com o coração apertado, mas com a certeza de que sua história não será apagada.
Um abraço fraterno,
do teu sempre camarada,

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

MEMÓRIA CURTA. SERÁ?

 O nobre vereador Amílcar Raphe parece sofrer de um curioso lapso de memória seletiva. No bairro Porto Ferrão, gravou vídeo sorridente agradecendo ao "prefeito, a vice e toda sua equipe "pelo “futuro asfalto”, como se a obra tivesse brotado do nada, por geração espontânea ou milagre administrativo. Só esqueceu de um pequeno detalhe: no dia 21 de julho de 2025, ele próprio votou favoravelmente à abertura de crédito de quase R$ 500 mil, recursos enviados pelo governo Lula, justamente para a pavimentação do bairro.

A pergunta que não quer calar é simples: qual a intenção de omitir esse fato tão relevante? Desinformação? Conveniência política? Ou aquela velha tentativa de reescrever a realidade para caber no roteiro do vídeo? Vereador, dê a César o que é de César. Diga claramente que quase meio milhão veio do governo federal e que o restante é, sim, recurso próprio da prefeitura.
Não dói, não cai a mão e ainda fica feio… quer dizer, bonito, trabalhar com a verdade. Em apenas três anos e quase dois meses, o governo Lula já fez mais por Novo Horizonte do que o governo do presidiário hóspede da Papudinha em quatro anos de abandono e bravatas. Contra fatos não há argumentos mas, pelo visto, há memória curta.
Márcio Tavares é Assessor Parlamentar e Presidente PT Novo Horizonte

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Tarcísio veta projeto de Beth Sahão para apoio a pessoas com Alzheimer e outras doenças

 


O bolsonarista Tarcísio de Freitas, do Republicanos, acaba de mostrar mais uma vez a quem serve seu governo. Vetou o Projeto de Lei 534/2020, de autoria da deputada estadual Beth Sahão, que criava um programa de apoio a pessoas com Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas graves. Um projeto humano, necessário, construído com diálogo e aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa de São Paulo. Nem direita, nem esquerda discordaram. Só o governador.

O PL da deputada Beth Sahão não era gasto supérfluo, era vida, dignidade e respeito a milhares de famílias que convivem diariamente com o sofrimento, o abandono e a falta de políticas públicas. Mas, para Tarcísio, isso não entra na planilha. Cuidar de gente não rende manchete nem agrada ao mercadores da Faria Lima.

O governo que veta apoio a doentes graves é o mesmo que só sabe vender São Paulo a preço de banana, privatizar patrimônio público e encher o estado de pedágios e radares, como se governar fosse apenas administrar contratos e multas. Para os mais frágeis, veto. Para os negócios, caneta solta.

Vetando um projeto aprovado por unanimidade, Tarcísio deixa claro: seu governo não tem compromisso com a saúde, com a ciência nem com a dignidade humana. Tem compromisso com a lógica fria do bolsonarismo — onde o lucro vem antes da vida e a insensibilidade é política de Estado.

São Paulo merece mais. Muito mais.

Marcinho Tavares - Presidente PT Novo Horizonte-SP

O abandono das mulheres em São Paulo

 


O governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, parece ter um projeto muito claro para São Paulo: implantar pedágios, privatizar bens públicos e atender aos interesses do mercado. Para a vida das pessoas especialmente das mulheres sobra descaso, silêncio e cortes orçamentários criminosos.

Enquanto o governo estadual se ocupa em vender o patrimônio público, os números da violência contra a mulher explodem. Só em 2025, 207 mulheres foram assassinadas em São Paulo. Não são estatísticas frias. São vidas interrompidas, famílias destruídas, histórias arrancadas à força. São Tainaras, Fernandas, Tatianas, Marias nomes que se repetem nas manchetes e somem rapidamente do debate público.

Diante dessa tragédia, o que faz o governador bolsonarista? Vira as costas. Corta R$ 5,2 milhões do orçamento das Delegacias de Defesa da Mulher e ainda anuncia um ataque ainda mais profundo: um corte de 54,4% no orçamento da Secretaria da Mulher. É a institucionalização da negligência. É o Estado dizendo, na prática, que a vida das mulheres vale menos.

Como combater o feminicídio sem estrutura? Como proteger vítimas sem delegacias funcionando, sem equipes, sem políticas públicas efetivas? Como falar em segurança quando o próprio governo desmonta os instrumentos de proteção?

Quantas mulheres ainda precisam morrer para que esse governo entenda a gravidade do problema? Quantas denúncias ignoradas, quantos pedidos de ajuda negados, quantos corpos precisarão ser enterrados?

Feminicídio não é fatalidade. É consequência da omissão do Estado. É fruto da impunidade, da falta de investimento, da ausência de políticas públicas sérias e contínuas voltadas às mulheres.

Chega de pedágios. Chega de privatizações às custas da vida.
Chega de feminicídios. Chega de impunidade.

São Paulo precisa de políticas públicas voltadas às mulheres, de proteção, acolhimento, prevenção e justiça. O que está em jogo não é ideologia  é vida.

Maria Fernandes é vice-presidente do PT de Novo Horizonte-SP

Quer comparar? 2,11 milhões de casas do MCMV no Governo Lula 3

 Entre 2023 e 2025, foram contratadas 2,11 milhões de unidades habitacionais em todo o país, viabilizadas por um investimento de R$ 317,78 bilhões do Governo Federal, pelo programa Minha Casa, Minha Vida.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira, 23, da cerimônia em Maceió, Alagoas, para celebrar a superação da meta de 2 milhões de unidades habitacionais em todo o Brasil, que ele havia estabelecido no início do mandato. Na ocasião, 1.377 famílias foram beneficiadas com a entrega de unidades em três conjuntos habitacionais.

Ao comemorar o marco histórico, o presidente reforçou o compromisso de avançar ainda mais. “Eu tenho o compromisso de um dia zerar o déficit habitacional, porque todo e qualquer brasileiro vai ter o seu ninho para cuidar da família. O Minha Casa, Minha Vida é o maior programa habitacional já feito neste país. Sabemos que temos que construir muito mais. Esse país está dando certo porque estamos fazendo com que o dinheiro chegue à mão das pessoas que precisam”, destacou.

De acordo com os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), do IBGE, o déficit habitacional no Brasil em 2022 foi estimado em aproximadamente 6,2 milhões de domicílios, o que representa cerca de 8,3% do total de habitações ocupadas no país.

Lula relembrou a primeira casa que adquiriu ao longo da vida. “Vocês estão recebendo uma casa de 49 metros quadrados. Tem gente que acha que é uma casa pequena. Eu, em 1976, comprei minha primeira casa própria, que tinha 33 metros quadrados. Morávamos eu, minha mulher, três filhos, minha sogra e dois cachorros”, recordou.

“Era bem menor do que a que a gente está entregando hoje, que eu ainda acho pequena. Nós temos que melhorar. E por que nós temos que melhorar? Porque eu já vivi situações muito ruins. Eu já morei em lugar onde a enchente chegava a um metro e meio dentro de casa. Já vivi em lugar em que, quando chovia, a gente não conseguia sair de casa de tanta lama que fazia”, confessou o presidente.

Segundo os resultados do Censo Demográfico 2022, do IBGE, a média de moradores por domicílio no Brasil é de aproximadamente 2,79 pessoas. Nesse contexto, quase seis milhões de brasileiras e brasileiros foram beneficiados nos últimos três anos com o programa Minha Casa, Minha Vida.

O presidente Lula ressaltou ainda que as políticas públicas do governo têm como foco central as pessoas. “A palavra governar não deveria existir. A palavra correta seria cuidador. Eu fui eleito presidente não para governar, mas para cuidar do povo que mais precisa neste país. Por isso, eu tenho orgulho do momento que a gente está vivendo”, concluiu.