Primeira-dama assume coordenação do Pacto Contra o Feminicídio e vai viajar pelo país. À Rede PT de Comunicação, ela fala de preconceitos que sofre, de sua história com o partido e de como enxerga seu papel
Janja gosta de ser chamada pelo apelido. O sobrenome que carrega hoje vem acompanhado de uma enorme responsabilidade institucional, ao que responde, como ela mesma define, com a construção de pontes e diálogos dentro do Governo Lula. A primeira-dama Janja Lula da Silva assume, agora, a coordenação do Pacto Brasil Contra o Feminicídio e começará a fazer viagens pelo país para acompanhar ações nos estados de combate à violência contra a mulher.
Em entrevista à Rede PT de Comunicação, Janja compartilha reflexões sobre o início de sua militância no partido aos 15 anos, sua trajetória política, sua atuação na articulação de políticas públicas do governo federal e os desafios enfrentados pelas mulheres brasileiras.
“Militante de carteirinha do Partido dos Trabalhadores”, como ela se apresenta em seus perfis nas redes sociais, Janja destaca que sua consciência feminista foi construída na experiência concreta da vida, do trabalho e da luta coletiva. Foi por insistência dela que o presidente Lula se empenhou na construção do Pacto Contra o Feminicídio envolvendo os Três Poderes, o que o presidente reconheceu publicamente.
“Eu sou uma feminista que aprendeu na luta e na vivência. Ao longo da vida, sofri diferentes tipos de assédio que, por formação cultural patriarcal, eu nem tinha consciência que eram assédios.”
Em relação à atuação como primeira-dama, Janja rejeita visões conservadoras que tentam limitar o papel das mulheres à esfera privada. Como companheira de Lula, ela explica que seu trabalho consiste em articular diferentes áreas do governo, conectando ministérios, estados e iniciativas que dialogam entre si. Fazer o que ela sabe e o que fez em sua vida profissional: ouvir, promover diálogos, entender por que algumas coisas não estão funcionando, sobretudo nas políticas de proteção à mulher. “Eu fui tomando consciência do meu lugar no mundo enquanto mulher e das responsabilidades que eu tinha para poder falar com outras mulheres.”
