terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

PT 46 ANOS!

Márcio Tavares - Presidente PT Novo Horizonte

10 de fevereiro de 1980. Colégio Sion, em São Paulo. Ali nascia o Partido dos Trabalhadores, fruto da coragem, da esperança e da luta do povo brasileiro por justiça social, democracia e dignidade.

Vinte e quatro anos depois, com apenas 16 anos de idade, eu dava um passo que marcaria minha vida: me filiava ao PT de Novo Horizonte. Hoje, tenho a honra e a responsabilidade de ser presidente desse partido que ajudou a mudar a história do Brasil e que segue mudando, todos os dias, com trabalho de base, militância e compromisso com quem mais precisa.
É um orgulho imenso pertencer ao partido de Lula, de Zé Dirceu, de Zarattini, de Beth Sahão e de tantas outras grandes companheiras e companheiros que, com coragem e coerência, constroem o PT no cotidiano, enfrentando preconceitos, ataques e desafios, mas sem nunca abandonar seus princípios.
O PT é mais que um partido. É sonho coletivo, é resistência, é voz do trabalhador e da trabalhadora, é luta por um país menos desigual e mais humano, onde todas e todos tenham vez, voz e direitos.
Parabéns, Partido dos Trabalhadores. São 46 anos de muitas lutas, muitas conquistas e, acima de tudo, de esperança viva.
Viva o PT! Viva a militância! Viva o Brasil que a gente acredita!
Márcio Tavares - Presidente PT Novo Horizonte-SP

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

CELEBRAR O AMOR E TAMBÉM A CORAGEM



Quero desejar toda felicidade à nossa deputada estadual Beth Sahão , que neste fim de semana celebrou sua união com a professora Fernanda Carlone. Um casamento homoafetivo vivido com amor, alegria e dignidade, que não é apenas um ato pessoal, mas também um gesto político potente.

Em tempos em que o preconceito ainda insiste em sobreviver, Beth e Fernanda quebram paradigmas, enfrentam estigmas e reafirmam que o amor não pede licença, não se esconde e não aceita retrocessos. Amar também é um ato de resistência.

Recebam os cumprimentos e o carinho de todos os companheiros e companheiras do PT de Novo Horizonte, com o desejo sincero de que a alegria, o respeito e a cumplicidade caminhem sempre ao lado de vocês. Que a felicidade reine, hoje e sempre.

E como já nos ensinou Milton Nascimento, em versos que atravessam gerações e consciências:

"Qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor vale amar."

Viva Beth! 

Viva Fernanda!

Viva o amor, viva a liberdade, viva a diversidade! 

Márcio Tavares é Assessor Parlamentar e Presidente do PT de Novo Horizonte 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

6 de fevereiro: duas datas, duas histórias de luta na América Latina

Camilo Cienfuegos e Ricardo Zarattini 

Por: Márcio Tavares, Presidente do PT de Novo Horizonte 

O dia 6 de fevereiro marca o nascimento de dois personagens que, em contextos distintos, se tornaram símbolos de resistência política na América Latina.

Em 6 de fevereiro de 1932, nascia em Havana, capital de Cuba, Camilo Cienfuegos. Anos mais tarde, ao lado de Fidel Castro e Ernesto Che Guevara, Camilo se tornaria um dos principais rostos da Revolução Cubana. Conhecido por seu carisma, coragem e forte vínculo com o povo, Cienfuegos ocupou papel central na derrubada da ditadura de Fulgencio Batista e permanece, até hoje, como um dos ícones mais populares do processo revolucionário cubano.

Três anos depois, em 6 de fevereiro de 1935, nascia no Brasil Ricardo Zarattini. Sua trajetória política ganharia força décadas mais tarde, durante o período mais sombrio da história recente do país: a ditadura militar. Engajado na luta contra o regime autoritário, Zarattini integrou, em 1968, o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

Preso três dias antes da decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), Zarattini foi submetido a torturas e permaneceu detido no Quartel Dias Cardoso, em Pernambuco. Durante o cárcere, estabeleceu vínculos com soldados do próprio quartel, passando a lecionar para eles — uma experiência singular em meio à repressão. Em 1969, conseguiu fugir com a ajuda desses militares. Escondeu-se em Pernambuco por cerca de um mês, com o apoio de Dom Hélder Câmara, e seguiu posteriormente para São Paulo, onde foi novamente preso pela Operação Bandeirante (Oban). Ali, sofreu 14 dias consecutivos de tortura.

Ainda em 1969, Zarattini foi libertado junto com outros 14 presos políticos, em troca do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, sequestrado por organizações da resistência armada.

Na década de 1980, com o processo de redemocratização, Ricardo Zarattini voltou a atuar de forma aberta na vida política, participando das lutas pelos direitos dos trabalhadores e colaborando como assessor na Assembleia Nacional Constituinte. Militante do Partido dos Trabalhadores (PT), candidatou-se à Câmara dos Deputados em 2002 e, em 2004, passou a exercer o mandato de deputado federal.

Em 2013, Zarattini foi oficialmente inocentado da acusação de envolvimento, ao lado de Ednaldo Miranda, na explosão de uma bomba no saguão do Aeroporto dos Guararapes, em Recife, ocorrida em 1966. A reparação foi possível graças a documentos dos próprios órgãos de segurança do Estado, apresentados pela Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Hélder Câmara, que comprovaram a falsidade da acusação.

Separados por fronteiras, mas unidos pelo compromisso com a transformação social, Camilo Cienfuegos e Ricardo Zarattini seguem presentes na memória histórica como símbolos de luta, resistência e enfrentamento às ditaduras.

COMO A MORTE DE UMA CRIANÇA DE 4 ANOS PODE SER EM LEGÍTIMA DEFESA?

 

Ryan da Silva Andrade Santos

O relatório final da Polícia Civil concluiu que os policiais militares que mataram Ryan da Silva Andrade Santos, de apenas 4 anos, agiram em legítima defesa. Sim, legítima defesa. Porque nada assusta mais um agente armado do que uma criança brincando na rua.

Ryan estava no Morro São Bento, em Santos, em novembro de 2024. Não portava arma, não ameaçava ninguém, não corria brincava. Mas, ao que tudo indica, brincar virou sinônimo de perigo iminente. O tiro veio rápido, a justificativa veio depois, como sempre.

A pergunta é simples: como a morte de uma criança de 4 anos pode ser considerada legítima defesa? Defesa contra o quê? Contra a infância? Contra a pobreza? Contra o CEP errado?

E não, não se trata de “mais um caso isolado”. Casos isolados não se repetem com tanta frequência. Isso é padrão. É método. É a assinatura da polícia que mais mata no mundo, sempre muito eficiente em proteger a si mesma, mas incapaz de proteger quem deveria.

No fim, a criança morre, a farda é blindada e a palavra “justiça” segue sendo assassinada junto sem relatório, sem responsabilização e sem legítima defesa possível.

Maria Fernandes - Vice-Presidente PT Novo Horizonte-SP

Uma dúvida sincera daquelas que insistem em não calar



Será que os defensores ferrenhos das escolas cívico-militares  vereadores, prefeito, vice e cia  matricularam seus filhos e netos na escola PTQ?
Ou será que eles seguem, muito confortáveis, matriculados no Sagrado, no Anglo e na Coopen?

Porque o discurso é bonito no palanque: “disciplina”, “ordem”, “modelo exemplar”.
Mas, curiosamente, esse “modelo” nunca chega à sala de aula dos filhos de quem decide.

Para o filho do trabalhador, a experiência.
Para os herdeiros do poder, a escolha.
Para uns, a escola que “dá certo”.
Para outros, a escola que garante o futuro.

No fim das contas, a dúvida permanece:
se a escola cívico-militar é tão boa assim… por que não é boa o suficiente para os filhos deles?

Márcio Tavares - Presidente PT Novo Horizonte-SP

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

ESCOLA CÍVICO-MILITAR E O FIM DA EDUCAÇÃO

Lamentável e preocupante os rumos que a educação no estado de São Paulo está tomando sob o governo Tarcísio. O que se vende como “modernização” nada mais é do que um projeto claro de desmonte da educação pública, crítica e democrática.

Mais lamentável ainda é constatar que a escola PTQ, aqui em Novo Horizonte, passou a integrar esse mesmo pacote ideológico travestido de solução. Ontem, na sessão da Câmara, vereadores do partido do governador rasgaram elogios à implantação da escola cívico-militar no PTQ, como se disciplina se impusesse com farda e hierarquia, e não com investimento, valorização de professores e estrutura adequada.
A pergunta que fica é simples e incômoda: onde, de fato, o modelo de escola cívico-militar deu certo? Onde ele melhorou índices sem excluir, sem silenciar, sem transformar educação em adestramento?
O discurso é sempre o mesmo: combater uma suposta “doutrinação de esquerda” nas escolas. Mas curiosamente, nunca apresentam provas.
O que existe, na prática, é o medo do pensamento crítico, da pluralidade de ideias e da formação de cidadãos conscientes. Chamam de doutrinação aquilo que ensina o aluno a pensar, questionar e compreender a realidade em que vive.
Educação não se faz com ordem unida, nem com militar dentro de sala de aula. Educação se faz com livro, professor valorizado, diálogo, ciência e liberdade. O que está em curso não é um avanço é um retrocesso.
E Novo Horizonte, infelizmente, está sendo arrastada junto nesse projeto que empobrece a escola pública e enfraquece o futuro.
Márcio Tavares - Presidente PT Novo Horizonte-SP