quarta-feira, 11 de março de 2026

EUA e Israel mataram ao menos 192 alunos e professores



Há momentos em que a humanidade parece perder completamente o rumo. Mais uma vez, os chamados defensores da “civilização” e da “democracia”, Estados Unidos e Israel, aparecem associados a mais um episódio de morte e destruição. Um ataque que atingiu uma escola resultou na morte de 168 crianças. Cento e sessenta e oito vidas inocentes interrompidas de forma brutal sonhos que não serão realizados, famílias destruídas para sempre, mães e pais condenados a carregar uma dor impossível de medir.

Uma escola deveria ser um lugar sagrado. Um lugar de aprendizado, de esperança, de futuro. É onde crianças deveriam estar seguras, brincando, descobrindo o mundo, aprendendo a ler, a sonhar, a construir uma vida. Quando bombas e mísseis transformam esse espaço em cenário de morte, algo profundamente monstruoso acontece com a nossa civilização.

Mas talvez o que mais choca não seja apenas a violência do ataque. O que também revolta profundamente é ver pessoas que se dizem cristãs comemorando esse tipo de tragédia. Gente que coloca versículos bíblicos nas redes sociais, que diz defender valores cristãos, mas que vibra quando um povo é atacado e quando crianças morrem.

Isso não é fé. Isso é hipocrisia.

Quem celebra a morte de crianças não pode falar em nome do cristianismo. Quem transforma guerra em espetáculo e morte em motivo de comemoração não entendeu absolutamente nada da mensagem de Jesus Cristo.

Jesus não pregou o ódio.
Jesus não ensinou a comemorar a morte do inimigo.
Jesus não mandou destruir povos ou bombardear cidades.

Jesus mandou amar.

Mandou amar o próximo, amar até mesmo os inimigos, estender a mão, defender a vida, cuidar dos mais frágeis. Uma criança assassinada por uma bomba deveria causar lágrimas, revolta e compaixão nunca aplausos.

Por isso é preciso dizer com todas as letras: quem se diz cristão e comemora a morte de inocentes está traindo o próprio evangelho que diz defender. Esses “cristãos de araque” transformaram a fé em instrumento de ódio e propaganda política. Vestem o nome de Cristo, mas agem exatamente ao contrário do que ele ensinou.

E é ainda mais irônico quando parte dessas pessoas idolatra governos e guerras em nome de Israel, sem sequer perceber que o próprio cristianismo muitas vezes é desprezado dentro de setores religiosos e políticos daquele país. Enquanto isso, seguem batendo no peito e dizendo que defendem Deus.

Mas Deus não está do lado das bombas.

Deus não está do lado de quem mata crianças.

A história vai julgar com dureza todos aqueles que normalizam a barbárie. E também julgará aqueles que, mesmo dizendo defender a fé, tiveram coragem de comemorar a morte de inocentes.

Porque diante da morte de 168 crianças só existe uma resposta humana possível: silêncio, luto e indignação.

Todo o resto é podridão moral.

Márcio Tavares - Presidente PT Novo Horizonte