Causa indignação ver certos líderes religiosos vivendo no luxo, desfrutando de privilégios e ostentação, enquanto atacam justamente a parcela mais sofrida da população brasileira. O pastor Cláudio Duarte
![]() |
| Márcio Tavares |
O pastor ressalta que quem vive de benefício do governo “não vale nada”. Mas fica a pergunta: esse preconceito vale apenas para os pobres? Ou ele também se estende aos grandes empresários e aos barões do agronegócio que recebem bilhões em incentivos fiscais, perdões de dívidas, subsídios e financiamentos públicos? Porque, sem a ajuda bilionária do Estado, muitos desses setores estariam enfrentando enormes dificuldades econômicas neste exato momento.
O povo que recebe auxílio social não é vagabundo e muito menos merece ser humilhado. São milhões de trabalhadores, mães de família, idosos e desempregados que enfrentam diariamente a fome, o desemprego e a desigualdade. Muitos sobrevivem graças a programas sociais porque o Brasil ainda é um país profundamente injusto.
É contraditório ver alguém que prega fé, solidariedade e amor ao próximo usar palavras de desprezo contra os mais humildes. Enquanto trabalhadores acordam cedo, pegam ônibus lotado e lutam para colocar comida dentro de casa, certos líderes preferem atacar os pobres ao invés de questionar privilégios dos verdadeiramente poderosos.
A verdadeira grandeza não está na ostentação, mas no respeito ao povo simples. Nenhuma fé que humilha pobres pode se dizer comprometida com justiça social, dignidade humana ou com os ensinamentos de compaixão que tanto dizem defender.
Por: Márcio Tavares - Assessor Parlamentar e Presidente do PT de Novo Horizonte-SP
.jpg)