terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

ESCOLA CÍVICO-MILITAR E O FIM DA EDUCAÇÃO

Lamentável e preocupante os rumos que a educação no estado de São Paulo está tomando sob o governo Tarcísio. O que se vende como “modernização” nada mais é do que um projeto claro de desmonte da educação pública, crítica e democrática.

Mais lamentável ainda é constatar que a escola PTQ, aqui em Novo Horizonte, passou a integrar esse mesmo pacote ideológico travestido de solução. Ontem, na sessão da Câmara, vereadores do partido do governador rasgaram elogios à implantação da escola cívico-militar no PTQ, como se disciplina se impusesse com farda e hierarquia, e não com investimento, valorização de professores e estrutura adequada.
A pergunta que fica é simples e incômoda: onde, de fato, o modelo de escola cívico-militar deu certo? Onde ele melhorou índices sem excluir, sem silenciar, sem transformar educação em adestramento?
O discurso é sempre o mesmo: combater uma suposta “doutrinação de esquerda” nas escolas. Mas curiosamente, nunca apresentam provas.
O que existe, na prática, é o medo do pensamento crítico, da pluralidade de ideias e da formação de cidadãos conscientes. Chamam de doutrinação aquilo que ensina o aluno a pensar, questionar e compreender a realidade em que vive.
Educação não se faz com ordem unida, nem com militar dentro de sala de aula. Educação se faz com livro, professor valorizado, diálogo, ciência e liberdade. O que está em curso não é um avanço é um retrocesso.
E Novo Horizonte, infelizmente, está sendo arrastada junto nesse projeto que empobrece a escola pública e enfraquece o futuro.
Márcio Tavares - Presidente PT Novo Horizonte-SP