quarta-feira, 15 de abril de 2026

A pergunta que fica é: até quando?



Quatro policiais brancos mobilizados contra uma mulher negra, diarista, trabalhadora. Essa é a face do Estado que se revela sob o comando de Tarcísio de Freitas. Não havia crime. Não havia ameaça. Havia apenas uma mulher cobrando pelo seu trabalho algo básico, legítimo, digno.

E ainda assim, a resposta foi a violência.
Ao lado dela, uma criança de sete anos, obrigada a assistir à humilhação da própria mãe. Uma cena que escancara o que muitos preferem ignorar: no Brasil, o peso da lei não é o mesmo para todos. Para os de cima, proteção. Para os de baixo, repressão.
Os patrões, que deveriam responder pelo calote, acionam o aparato do Estado. E o Estado, mais uma vez, escolhe um lado. A polícia não foi chamada para garantir justiça foi usada para impor medo, silenciar e esmagar. É assim que a engrenagem funciona: criminaliza-se a pobreza, naturaliza-se a violência, perpetua-se a desigualdade.
Não é um caso isolado. É um padrão.
Quando a força pública é usada para proteger privilégios e reprimir trabalhadores, o que se tem não é segurança é abuso institucionalizado. E enquanto isso continuar sendo tratado como normal, cenas como essa seguirão se repetindo, sempre com os mesmos alvos.
A pergunta que fica é: até quando?
Márcio Tavares - Presidente PT Novo Horizonte-SP