O governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, parece ter um projeto muito claro para São Paulo: implantar pedágios, privatizar bens públicos e atender aos interesses do mercado. Para a vida das pessoas especialmente das mulheres sobra descaso, silêncio e cortes orçamentários criminosos.
Enquanto o governo estadual se ocupa em vender o patrimônio público, os números da violência contra a mulher explodem. Só em 2025, 207 mulheres foram assassinadas em São Paulo. Não são estatísticas frias. São vidas interrompidas, famílias destruídas, histórias arrancadas à força. São Tainaras, Fernandas, Tatianas, Marias nomes que se repetem nas manchetes e somem rapidamente do debate público.
Diante dessa tragédia, o que faz o governador bolsonarista? Vira as costas. Corta R$ 5,2 milhões do orçamento das Delegacias de Defesa da Mulher e ainda anuncia um ataque ainda mais profundo: um corte de 54,4% no orçamento da Secretaria da Mulher. É a institucionalização da negligência. É o Estado dizendo, na prática, que a vida das mulheres vale menos.
Como combater o feminicídio sem estrutura? Como proteger vítimas sem delegacias funcionando, sem equipes, sem políticas públicas efetivas? Como falar em segurança quando o próprio governo desmonta os instrumentos de proteção?
Quantas mulheres ainda precisam morrer para que esse governo entenda a gravidade do problema? Quantas denúncias ignoradas, quantos pedidos de ajuda negados, quantos corpos precisarão ser enterrados?
Feminicídio não é fatalidade. É consequência da omissão do Estado. É fruto da impunidade, da falta de investimento, da ausência de políticas públicas sérias e contínuas voltadas às mulheres.
Chega de pedágios. Chega de privatizações às custas da vida.
Chega de feminicídios. Chega de impunidade.
São Paulo precisa de políticas públicas voltadas às mulheres, de proteção, acolhimento, prevenção e justiça. O que está em jogo não é ideologia é vida.
Maria Fernandes é vice-presidente do PT de Novo Horizonte-SP