O bolsonarista Tarcísio de Freitas decidiu inovar na arte de prejudicar quem trabalha: mandou para a Assembleia Legislativa o PL 1316/25, um presentão que retira direitos históricos dos professores. Afinal, né quem mandou a categoria achar que merecia estabilidade, respeito e condições dignas? Que ousadia!
E pensar que, na semana passada, durante a audiência pública na Câmara Municipal de Novo Horizonte, parecia até concurso de quem sabia puxar mais o saco dos professores. Vereador disputando elogio como se valesse prêmio:
“Vocês são a base da sociedade!”,
“Vocês são heróis!”,
“Contem sempre conosco!”
Era tanto discurso bonito que quase faltou lenço para tanta emoção.
Mas bastou o Tarcísio aparecer com o pacote de maldades que PUF!
Sumiram os defensores da educação.
Evaporaram as vozes. O pessoal que até ontem se descabelava para parecer simpático agora virou figurante de luxo daqueles que nem fala no roteiro.
Cadê os bravos vereadores que juravam amor eterno aos professores?
Viraram especialistas em silêncio. Deve ser alguma nova modalidade de apoio: “defesa silenciosa”, patrocinada pelo medo de contrariar o governo estadual.
No fim, fica claro: quando a plateia está olhando, eles fazem discurso; quando o governo aperta, eles fazem de conta que não viram nada.
E enquanto isso, os professores seguem levando pancada e ouvindo elogio. Parceiros fiéis eles não têm, mas hipocrisia sempre aparece em abundância.
Márcio Tavares é Assessor Parlamentar e Presidente PT Novo Horizonte-SP