Hugo Motta e o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas decidiram em parceria indicar Guilherme Derrite para relatar o PL “Antifacção” um nome pomposo para um projeto que, curiosamente, parece querer deixar a Polícia Federal o mais longe possível das investigações sobre crime organizado.
É quase poético: um projeto contra facções que tira justamente a PF, a instituição que mais desarticulou facções no país. Imagino o crime organizado tremendo de medo dessa genial estratégia.
Retirar a PF das investigações seria como pedir para o lobo tomar conta do galinheiro e ainda agradecer pela parceria. E tudo isso logo depois de operações que incomodaram muita gente “sensível” do mercado financeiro, com investigações que chegaram a mapear ligações suspeitas entre setores da Faria Lima e o PCC assunto que alguns preferem fingir que nunca existiu.
Mas claro, segundo a narrativa oficial, é tudo pelo bem da “segurança pública”. Só esqueceram de dizer de quem.