É assim que age a extrema direita: enquanto vociferam “defesa da família” em cada palanque, aprovam projetos que atacam justamente quem mais precisa de proteção crianças e adolescentes vítimas de estupro. É um retrocesso cruel travestido de moralidade.
Dificultar o acesso ao aborto legal nessas situações não é “defender a vida”. É punir a vítima. É condenar meninas violentadas à maternidade forçada. É transformar trauma em sentença. É institucionalizar a violência.
Criança não é mãe.
Estuprador não é pai.
Um Estado que impõe a continuidade de uma gravidez fruto de estupro a uma criança está do lado do agressor, não da vítima. Está escolhendo a barbárie, não a proteção. Está assinando um pacto com a crueldade, não com a dignidade humana.
O Brasil precisa avançar na proteção das mulheres, meninas e adolescentes não retroceder para agradar setores extremistas que vivem de pautas de ódio e controle. A vida e a integridade das vítimas não podem ser moeda de troca ideológica.
Márcio Tavares - Presidente PT Novo Horizonte-SP