No Senado, titular da Fazenda diz achar “curioso que setores muito conservadores da sociedade equivocadamente tratam o corte de gastos tributários como aumento de tributo e não como o fim de um privilégio”

Márcio Tavares, Presidente do PT de Novo Horizonte com Ministro Fernando Haddad
O avanço da agenda do povo no Congresso Nacional, que inclui, além do fim da escala 6×1, a Taxação BBB (Bancos, Bets, Bilionários), voltou a ser defendida pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad, nesta terça-feira (14). Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), o ministro afirmou que medidas alternativas à MP 1303, derrubada na semana passada na Câmara, serão discutidas com o presidente Lula ainda nesta semana.
“Nós estamos aguardando a volta do presidente da República hoje [terça], amanhã [quarta] devemos começar a trabalhar o tema”, adiantou Haddad. O ministro reiterou que a proposta do governo é justa do ponto de vista tributário e social. De acordo com o titular da Fazenda, “de fato, a chamada taxação dos BBBs [bancos, bets e bilionários] só é injusta na cabeça de pessoas desinformadas sobre o que está acontecendo no Brasil”.
Haddad revelou que recebeu de parlamentares sinalizações para corrigir o resultado da votação na semana passada, quando a oposição manobrou para deixar caducar a proposta do governo. A articulação serviu para manter os privilégios fiscais da elite financeira do país.
“Vejo aqui nessa casa, no Senado, mas também de algumas lideranças importantes da Câmara, agora que a poeira deu uma baixada, a compreensão de que isso vai ter efeitos sobre outros processos, dificuldade de fechar a peça orçamentária, necessidade de cortes em áreas prioritárias, em emendas, isso tem efeitos”, adiantou o ministro. “Não é uma coisa que você faz para demarcar posição, sem efeitos concretos”.
“Então, quero crer que vamos, agora com a volta do presidente, voltar a nos reunir, sentar com os líderes e buscar uma solução para o Orçamento do ano que vem”, observou Haddad.